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domingo, 3 de março de 2013

WORLD GAMES 2013 (1)! - A Seleção Brasileira!

Em 2009 tive uma das maiores experiências que um atleta pode ter. Participei do World Games em Taiwan. Foi magnífico. Conhecemos modalidades esportivas que nunca havíamos visto, do mundo inteiro. Vivemos na pele o espírito olímpico e foi bastante marcante!

Quer conhecer o World Games? Clique nos links abaixo:





Para o World Games 2013, que acontecerá em julho na Colômbia, a Federação Sulamericana escolheu 12 atletas (dois por categoria), utilizando como critério o último Campeonato Sulamericano, que aconteceu no ano passado no Ginásio do Bom Retiro. 

Somado a esses atletas, houve convocação direta de dois atletas brasileiros pela IFS, que nomeou os melhores lutadores do mundo - utilizando os resultados dos Mundiais 2010/2012 e SportAccord Combat Games 2010!

Confira abaixo os atletas que compõe a Seleção Brasileira de Sumo para o World Games 2013 e também os outros atletas da América do Sul convocados!

 SELEÇÃO BRASILEIRA WORLD GAMES 2013

LUCIANA MONTGOMERY WATANABE - Feminino Peso Leve
Luciana foi convocada para disputar o Word Games pela IFS, que considerou seus dois últimos resultados importantes - a terceira colocação nos Campeonatos Mundiais de Varsóvia 2010 e Hong Kong 2012.

JANAÍNA SILVA - Feminino Pesado
Janaína volta à seleção depois da ausência em 2012, onde conquistou a vaga, mas por não conseguir levantar recursos desistiu de ir ao mundial. Foi bastante triste, pois sua participação no mundial 2010 foi memorável, sendo uma das responsáveis pela conquista da medalha de bronze da equipe feminina.

NATANY BRIZOLA FREITAS - Feminino Pesado
Atleta da equipe Sudoeste conquistou, como juvenil, a terceira colocação no Campeonato Mundial 2010.  Como adulta está se dedicando bastante para se firmar entre as melhores do país.

CRISTIANO MORI - Masculino Leve
É a primeira participação de Cristiano em uma grande competição internacional. Faz parte da geração de ótimos atletas leves da Sudoeste!

CÁSSIO GOMES - Masculino Médio
Cássio volta a representar o país depois de 5 anos. Técnico da equipe de Londrina, tem conseguido bastante destaque na divulgação e promoção do Sumo no Norte do Paraná.

RICARDO TADASHI AOYAMA  - Masculino Peso Médio
Terceiro colocado no último Campeonato Mundial, foi convocado diretamente pela IFS. É um dos lutadores mais experientes do país, colecionador de títulos nacionais e internacionais!

MÁRIO ALEXANDRE FRABETTI - Masculino Pesado
Marião merecia esta opotunidade a alguns anos. Sempre figurando entre os melhores lutadores de sua categoria nos Sulamericanos que participa, é a aposta do Brasil entre os pesados!

Os demais atletas convocados pela Federação Sulamericana a participar do World Games 2013 são:

MILAIDY CHIRINOS (Venezuela) - Feminino Leve

 MOIRA SANTILLAN (Argentina) - Feminino Leve

OFELIA BARRIOS (Venezuela) - Feminino Médio

NAIARA HERNANDES (Argentina) -  Feminino Médio

GABRIEL WAKITA (Argentina) - Masculino Leve
 
RODRIGO LARREGLE (Argentina) - Masculino Médio

 JUAN CASTRO (Venezuela) - Masculino Pesado

O técnico dos atletas, escolhido pela Federação Sulamericana, é este que digita estas linhas: Takahiro Higuchi!

As fotografias neste post não são minhas. Peguei elas nos perfis dos próprios atletas no Facebook.
 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (11) - Reportagem feita pela AT11

A reportagem abaixo foi veiculada pela AT11 (CLIQUE AQUI para conhecer a AT11)


Sumotori Luciana Watanabe conquista 10º título brasileiro



sumotoriA suzanense Luciana Montgomery Watanabe conquistou o 10º título Brasileiro de Sumô pela categoria leve (65kg), em São Paulo. A atleta da equipe Nova Central de Sumô, se consagra como uma das maiores lutadoras da modalidade no Brasil.  
Após ter conquistado o brasileiro na categoria leve, Luciana foi convidada a representar o Brasil no torneio Sulamericano, onde também conquistou o título na categoria individual peso leve e terceira colocada na categoria Absoluto, garantido classificação para o Campeonato Mundial de Sumô que acontece ainda este semestre em Hong Kong, na China. 
A agora decacampeã brasileira (2001, 2002, 2003, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012) na categoria adulto leve (menos de 65 quilos), se dedica a modalidade há 12 anos, tendo conquistado importantes resultados nos últimos anos. 
Luciana foi homengeada no campeonato com diploma pela inédita conquista do 10º título brasileiro consecutivos na participação no Campeonato Brasileiro. “Esse foi o meu 10° título Brasileiro de Sumô na categoria leve feminino. Estou extremamente feliz, esse foi um dos melhores campeonatos em termos de resultado que já obtive, pois minha Equipe Nova Central foi campeã na categoria adulto feminino. Eu ganhei na categoria leve, assegurando uma vaga para o Campeonato Mundial em outubro, e na categoria absoluto fiquei em terceira colocada. É um prazer imensurável. Obrigada a todos que fizeram esses momentos tão bons existirem”, destaca Luciana.
Este foi o 51º Campeonato Brasileiro de Sumô Masculino e o 15º Campeonato Brasileiro Feminino. O Brasileiro foi disputado nas categorias mirim, infantil, juvenil e adulto, por equipe ou individual, nas modalidades masculina e feminina. 
No domingo houve também o campeonato Sulamericano com as  equipes da Argentina, Paraguai, Venezuela e Brasil. Nessa competição a atleta sagrou-se pela quarta vez campeã na categoria Leve feminino , chegando a ser também vice-campeã na categoria Absoluto e integrando na equipe do Brasil feminino e sendo a equipe Campeã do torneio.  No masculino adulto a equipe do Brasil também se tornou campeã. 
De origem milenar, o sumô é um esporte de contato originário do Japão em que os lutadores têm como objetivo empurrar o adversário para fora do dohyo (arena circular) ou derrubar o oponente fazendo-o tocar ou encostar no chão alguma parte do corpo, exceto a sola do pé. 
No Campeonato Brasileiro, a Nova Central, comandada pelo sensei mogiano Tadaaki Kimoto, conquistou o segundo lugar na contagem geral no feminino. Os atleta Ricardo Aoyama  (Mogi das Cruzes) foi  campeão nas categorias médio masculino e nos campeonatos Brasileiro e  Sulamericano, também assegurando uma vaga para o campeonato Mundial. As atletas Tamires Santos e Thuanny Caroline se classificaram na seletiva para a equipe Junior que  também  representará o Brasil no Campeonato Mundial de Sumô em  Honk Kong. " O dificil agora será conseguir patrocinio para enviar nossa equipe para o campeonato Mundial", destaca Luciana.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (10) - Reportagem da AFP


A matéria abaixo foi feita pela AFP - Agência French Press - e veiculada pela Carta Capital (CLIQUE AQUI para conhecer a Carta Capital).  Enjoy!

Sumô ganha espaço no interior de SP


Em um clube esportivo de São Paulo, o público grita por seus atletas favoritos, enquanto, na arena, lutadores corpulentos se enfrentam em rápidos combates que trazem de volta ao Brasil, país apaixonado pelas artes marciais, o milenar sumô dos guerreiros do Japão.
Na terra do samba e do futebol, que abriga a maior população de origem japonesa fora do arquipélago, milhões praticam de forma profissional ou amadora artes marciais como o judô, o karatê e o taekwondo, mas também a capoeira, uma mistura de dança e luta que nasceu entre os escravos africanos no Brasil.
Meninos esperam o sinal do juíz para iniciar uma luta de sumô em Capão Bonito, em São Paulo, em 26 de favereiro de 2012. Fotos: Yasuyoshi Chiba/AFP
De todas as artes marciais, o sumô é possivelmente a menos difundida, com cerca de mil entusiastas. No entanto, o esporte não para de crescer desde que chegou ao Brasil com os primeiros imigrantes japoneses.
“Adoro o sumô. Comecei com o judô e, algum tempo depois, mudei. É uma arte marcial interessante, dinâmica, explosiva, imprevisível, em que é preciso tomar decisões muito rapidamente”, descreve à AFP Luciana Watanabe, de 27 anos, neta de japoneses que pratica o sumô há mais de dez anos.
Campeã nacional na categoria peso leve – menos de 65 quilos – e terceira do mundo, Luciana garante que “esta luta te ensina a resolver os problemas de frente, em muito pouco tempo”.
“É disso que eu mais gosto”, disse, enquanto se prepara para lutar no 17º Campeonato Sul-americano de Sumô, disputado no último fim de semana em São Paulo, junto a um torneio nacional que tem mais de 50 anos de edições.
Sumotori participa de campeonato de sumô
O local é tomado pelos gritos do público. Na arena, os títulos do corpo a corpo são definidos enquanto os sérios árbitros, vestindo roupas escuras e chinelos, observam atentamente os combates.
Nem todos os participantes deste torneio amador, que conta com delegações da Argentina, Brasil, Paraguai e Venezuela, correspondem à imagem que se tem dos lutadores de sumô, que, no Japão, onde está a única liga profissional, devem obedecer a requisitos de tamanho e peso.
Aqui, as competências de homens e mulheres estão divididas em três categorias –peso leve, médio e pesado– além do peso ‘absoluto’, em que competem todos os participantes.
“Geralmente, os maiores ganham, porque o peso ajuda bastante, mas isso não é tudo”, comentou à AFP Yugo Fukushima, um brasileiro neto de japoneses que encoraja seus alunos de um canto da quadra.
O treinamento dos ‘sumotoris’ é centrado, sobretudo, no desenvolvimento da força e, mais tarde, em técnicas de puxões, empurrões e lançamentos necessárias para enfrentar os adversários dentro do círculo de argila de aproximadamente quatro metros de diâmetro onde ocorrem as disputas.
O primeiro lutador a tocar o solo com outra parte do corpo que não seja a sola dos pés ou que pise fora do círculo está desclassificado. Antes da luta, os competidores se cumprimentam para demonstrar que não têm armas e jogam sal no chão para espantar os maus espíritos.
No Brasil, além da tradicional faixa, os lutadores usam um traje de banho.
Meninas lutam sumô em Capão Bonito
“É muito rápido, tem muita adrenalina, eu adoro”, disse João Victor, um adolescente magro de 16 anos sem parentes japoneses. O jovem pratica sumô em uma escola no município de Capão Bonito, no interior de São Paulo, região com forte presença nipônica.
De acordo com dados oficiais, há em torno de 1,8 milhão de brasileiros de origem japonesa, pouco menos de 1% da população total do país.
Há 2,5 milhões de praticantes de judô no Brasil, mais de um milhão de estilos diferentes de kung fu e cerca de 500.000 de karatê, segundo as confederações nacionais dessas modalidades.
Estilos próprios de jiu-jitsu também têm sido desenvolvidos nas 156 escolas em todo o país, além do surgimento de muitos praticantes de kendô em cerca de 40 academias.
Nos Jogos Olímpicos de Londres, que começam na sexta-feira, o Brasil participará pela oitava vez consecutiva no judô, com 14 atletas.
O país já tem duas medalhas de ouro, três de prata e 10 de bronze na competição.

Leia mais em AFP Movel.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (9) - Matéria do Jornal Nikkei Shinbum

Participação da equipe venezuelana de Sumo em matéria veiculada pelo Jornal Nikkei Shinbum (CLIQUE AQUI para conhecer o sítio do jornal):

SUMÔ: Participação da Venezuela é considerado um marco para o crescimento do sumô brasileiro; esporte vira febre no país de Hugo Chavez

Uma competição como há muito não se via. O 51º Campeonato Brasileiro Masculino, 15º Campeonato Brasileiro Feminino, 17º Campeonato Sul-Americano Masculino e 5º Campeonato Sul-Americano Feminino de Sumô, realizados neste sábado e domingo (21 e 22), no Ginásio de Sumô do Conjunto Esportivo e Cultural Brasil-Japão, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, podem ser considerados um marco na história desta milenar arte marcial japonesa.
O entusiasmo que tomou conta dos dirigentes e que pelo jeito renovou o ânimo dos praticantes tem explicação e atende pelo nome de Venezuela. Como a entrada de um único país, ainda mais sem tradição no esporte, contagiou a todos é uma longa história que, para resumir, só quem acompanha o sumô de perto pode compartilhar.


Os lutadores da Venezuela impressionaram os brasileiros (foto: Aldo Shiguti)

Nem o sempre comedido presidente da Federação Paulista de Sumô, Oscar Morio Tsuchiya, resistiu. Em entrevista à reportagem do Jornal Nippak, logo após a cerimônia de premiação, ele afirmou que “este Sul-Americano foi um divisor de águas”. “O Campeonato Brasileiro terminou com um saldo extremamente positivo, pois foram selecionados realmente os melhores para o Campeonato Mundial de Hong Kong, que acontece em outubro. Neste aspecto, a competição foi um sucesso também porque houve uma renovação de valores. A Nova Central, por exemplo, teve um desempenho surpreendente, principalmente na categoria feminina, onde obteve a segunda colocação na classificação geral, atrás apenas da equipe campeã, a Sudoeste”, disse Morio, que não economizou elogios para destacar o êxito do Sul-Americano.
“O Sul-Americano foi um sucesso total. A participação da Venezuela foi surpreendente e pode render muitos frutos para o sumô já que a Federação Venezuelana pode desempenhar o papel de ponte com outros países da América do Sul e até mesmo da América Central”, explicou o dirigente, afirmando que esta competição representou “um marco” para o crescimento do sumô brasileiro.


Duelo de titas Maria Cedeno x Janaina Silva (foto: Aldo Shiguti)

Em entrevista ao Jornal Nippak, o secretário geral da Federação Venezuelana, José Rodrigues, não só comemorou os resultados de seu país como também tratou de informar as boas notícias ao governo venezuelano ainda no ginásio de sumô. “Eles [o governo venezuelano] prometeram intensificar a ajuda à nossa Federação para intensificarmos a preparação dos atletas para o Campeonato Mundial”, comemorou Rodrigues, que trouxe ao Brasil seis atletas, dois dos quais, sagraram-se campeões em suas categorias, os pesados Juan Castro e Maria Cedeño que, aliás, conquistou o título também da categoria absoluto, interrompendo o reinado brasileiro. Por Equipes, o país do presidente Hugo Chavez ficou em segundo no feminino, atrás apenas das brasileiras, desbancando países com mais tradição, como a Argentina.


Abel Franco e Jose Rodrigues "O governo venezuelano nos ajuda muito" (foto: Aldo Shiguti)

Para o presidente da Federação Paulista de Sumô, “se por um lado o sumô hoje comemora a entrada da Venezuela, por outro serve de alerta para os atletas brasileiros”. “O crescimento deles foi rápido demais. Eles foram convidados para participar do campeonato em novembro do ano passado e já estão praticando um sumô de alto nível”, disse Morio.
A Federação Venezuela, na verdade, foi oficializada somente este ano. O presidente, que também esteve acompanhando a delegação, é Abel Franco, um ex-campeão mundial de sambo (luta russa que utiliza técnicas do judô, jiu-jitsu e da luta livre olímpica), bastante popular na Venezuela.
Segundo Rodrigues, o interesse surgiu através de uma praticante da Argentina. “Ficamos interessados pois, apesar de ser magrinha, ela disse que praticava sumô, um esporte que até então imaginávamos ser para os mais fortinhos”, disse o venezuelano, afirmando que logo após entrou em contato com dirigente brasileiros para ter mais informações.


Argentinos e paraguaios também participaram do Sul-Americano ( foto: Aldo Shiguti)

Sambo – “Hoje, contamos com cerca de 200 praticantes espalhados por cinco estados (Aragua, Falcon, Barinas e Guarico, além da capital Caracas). Quase todos são oriundos do sambo”, explicou Rodrigues, acrescentando que o sumô virou uma “febre” em seu país, pois os venezuelanos adoram lutas de combate.
Segundo ele, a comunidade nikkei na Venezuela conta com cerca de 2 mil descendentes. “Na Federação, temos um representante e contamos com alguns praticantes. Mas a verdade é que o sumô deixou de ser um esporte de japoneses para ganhar o mundo. E ganhou a Venezuela”, disse Rodrigues, que acredita que em dois anos o sumô terá entre 800 e mil praticantes na Venezuela.


Os trofeus deste ano (foto: Aldo Shiguti)

“Vamos devagar, como deve ser”, observa o dirigente, admitindo que terá que rever seu planejamento. “Nossa meta era atingir o nível dos lutadores do Paraguai e da Argentina em seis anos para então fazer frente ao Brasil. O desempenho dos nossos atletas no Sul-Americano superou nossas expectativas e mostrou que estamos no caminho certo. Agora é intensificarmos nossa preparação para o Mundial”, destacou Rodrigues, que embarcou com outra boa notícia para seu país: em 2014, a Venezuela deve sediar o Sul-Americano.

(Aldo Shiguti)

terça-feira, 31 de julho de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (8) - Matéria do Site da SEME

A reportagem abaixo segue na íntegra. Foi publicada pela SEME - Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Recreação (conheça seu site CLICANDO AQUI)


Campeonatos de sumô “explicam” a modalidade no país

Modalidade é praticada majoritariamente por “não-japoneses” no país; Brasil sagrou-se campeão sul-americano na maioria das categorias.
Sumô, a modalidade. Sumotori, o nome dado ao atleta que a pratica. Dohyo, o ringue de terra em que acontecem as lutas. Todos os termos, o clima e o local estavam tomados pelo espírito da cultura nipônico. No entanto, a maioria dos atletas ocupando os espaços nas arquibancadas e na área de lutadores não possuía a característica (e esperada) fisionomia dos orientais nascidos no Japão, pátria local em que o sumô nasceu há alguns séculos atrás. “O sumô em São Paulo tem 90% de praticantes ‘ocidentais’ (não-japoneses ou não descendentes-de-japoneses)”, explica Olívio Sawasato, diretor do Conjunto Esportivo Cultural Brasil-Japão. “No entanto, 100% dos dirigentes são japoneses, uma forma de manter a tradição e os padrões”, explica.
Olívio dirige o local que recebeu mais de 300 garotos, garotas, homens e mulheres de todas as idades e de vários estados do Brasil para a disputa do 51º Campeonato Brasileiro de Sumô, organizado em parceria pela Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, Federação Paulista de Sumô e Confederação Brasileira de Sumô.
Rodrigo de Azevedo Lopes, 22 anos, começou no sumô com 13, influenciado por um amigo filho de orientais (este parece ser o motivo para a maioria) e era mais um dos “não-japoneses” do local. Ele e outros nove atletas do Pará, percorrem os quase três mil quilômetros que separam Belém da capital paulistana para participar do campeonato no bairro do Bom Retiro. É lá que fica o complexo esportivo que abriga o Ginásio de Sumô, único deste tipo não localizado no Japão, terra natal da modalidade. O local passou por uma reforma completa há menos de dois anos. “Eu já participo de competições desde 2006 aqui no ginásio, mas esta última reforma melhorou bastante a estrutura, principalmente os banheiros e as arquibancadas”, avalia Rodrigo.
Além dos mais diversos “tipos” e fisionomias de brasileiros, o local também recebeu visitas internacionais. Sumotoris da Venezuela, Paraguai e Argentina também visitaram o país para a disputa do 17º Campeonato Sul-Americano de Sumô, que aconteceu no mesmo final de semana. As venezuelanas Ofelia Barrios e Yaseny Castillo assistiam às lutas dos brasileiros, aparentemente impressionadas com o que viam. Faz apenas três meses que ambas começaram a praticar sumô em Maracay, pequenino povoado na região central do país. “Nós estamos aqui também para aprender. Não temos nada parecido com isso na Venezuela e praticamos há pouco tempo. E o Brasil tem muito mais japoneses. Mesmo que eles não pratiquem, isso influencia o jeito de fazer sumô e possibilita espaços como este”, avalia Ofelia, rosto meio caboclo, meio indígena. Nenhum pouco japonesa.
Outra impressão de quem visita um evento de sumô pela primeira vez é de que vai encontrar dificuldades para entender as regras e a dinâmica. Ledo engano. O esporte tem uma regra maior e simples: aplicar o oshidashi, golpe em que o lutador empurra o oponente para fora da arena. Ainda que existam outras regras e golpes, esta é a principal percepção e normalmente uma facilidade de assimilação que acaba atraindo mais praticantes. “O sumo é um esporte muito simples de entender. Talvez por isso atraia muito mais brasileiros do que o beisebol, por exemplo, que é cheio de regras e difícil de interpretar”, explica Olívio.
“O sumô é um esporte mais praticado por tradição, então é natural que ele nasça influenciado por colônias”, explica Cláudia Moura, diretora técnica da SEEL (Secretaria Estadual de Esporte e Lazer) do Pará. “Em nosso Estado, por exemplo, existem praticantes de Santa Isabel do Pará e Tomé-Açú, cidades em que a presença japonesa é grande”, completa.
Antes de ir embora, uma passadinha rápida no Estádio de Beisebol Mie Nishi, outro espaço que compõe o Conjunto. Lá, a história é diferente. Não se encontram “ocidentais” por lá e é possível até ouvir conversas no idioma japonês. Parece que as teorias de Olívio estavam corretas.

Brasil é o melhor da América do Sul
Os brasileiros Namerson Tibúrcio, na categoria leve, Ricardo Aoyama, na categoria médio e Mário Frabetti, na categoria Absoluto sagraram-se os melhores lutadores da América do Sul na disputa do último final de semana. O Brasil só foi superado na categoria Pesado, em que o argentino Juan Castro ficou à frente dos brasileiros Sérgio Gomes e Takahiro Higuchi. Na pontuação geral, o Brasil ficou com 46 pontos, muito à frente da Argentina, segunda colocada com 13 pontos. A Venezuela atingiu 5 e o Paraguai 4 pontos, respectivamente.
Na disputa feminina, o Brasil foi campeão graças ao acumulo de pontos individuais. Foram 31 contra 26 da vice-campeão Venezuela. Nas disputas diretas, por entanto, a vantagem ficou com os nossos vizinhos de Caracas. Ofelia Barros, categoria médio, Maria Cedeño, nas categorias pesado e absoluto, venceram suas lutas e são as melhores da América do Sul. O Brasil só se deu bem na categoria leve, com a vitória de Luciana Watanabe.
Texto: Eder Brito - esbrito@prefeitura.sp.gov.br
Foto: Paulo Dias - psdias@prefeitura.sp.gov.br

segunda-feira, 30 de julho de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (7) - Reportagem do Jornal Nikkei Shinbum (2)

Segue a reportagem publicada no Jornal Nikkei Shimbum sobre o Brasileirão e Sulamericano! CLIQUE AQUI para conhecer o site do jornal nipo-brasileiro. 

SUMÔ: Sudoeste conquista título pelo 8º ano consecutivo; Brasileiro define representantes para o Mundial de Hong Kong

A Confederação Brasileira de Sumô realizou nos dias 21 e 22, no Ginásio de Sumô do Conjunto Esportivo e Cultural Brasil-Japão (antigo Estádio Municipal de Beisebol Mie Nishi), no Bom Retiro, em São Paulo, o 51º Campeonato Brasileiro Masculino, 15º Campeonato Brasileiro Feminino, 17º Campeonato Sul-Americano Feminino e 5º Campeonato Sul-Americano Feminino.


Equipe Sudoeste conquistou os titulos no masculino e no feminino (foto: Aldo Shiguti)

No Sul-Americano, o destaque ficou por conta da participação inédita de uma delegação da Venezuela. Na disputa por equipes, a Venezuela ficou em segundo no feminino e em terceiro no masculino.
Entre as mulheres, as venezuelanas subiram no pódio em todas as categorias, sendo que em três pesos – médio, com Ofélia Barrios, e pesado, com Maria Cedeño – foram no lugar mais alto.
A “estrela” da equipe foi Maria Ceñedo, que conquistou os títulos nas categorias Pesado e Absoluto enquanto no masculino, seu compatriota, Juan Castro, ficou com a medalha de ouro na categoria Pesado – o venezuelano não competiu na Absoluto por motivo de contusão.
Na final da categoria Pesado, Maria Cedeño, de 1,75 m e 175 quilos, a paranaense Janaína Silva, de 150 quilos, fizeram um dos confrontos mais aguardados pelo público. No final, a venezuelana levou a melhor e ficou com o título. Na Absoluto, foi a vez da leve Luciana Watanabe medir forças contra Cedeño, e mais uma vez a vitória ficou com a Venezuelana.


Issao Kagohara, Victor Kobayashi e Morio Tsuchiya (foto: Aldo Shiguti)

À reportagem do Jornal Nippak, Maria Cedeño, de 23 anos,não escondeu sua alegria e disse estar muito emocionada. Praticante de sumô há apenas três meses – é adepta também do sambo (luta russa que utiliza técnicas do judô, jiu-jistsu e luta livre olímpica) – Cedeño afirmou que seu desempenho em território brasileiro a credencia a continuar seguindo em frente.
Janaína, que este ano não teve a companhia da irmã, Jaqueline – não participou por motivos particulares – explicou que fez uma boa luta, “mas faltou um pouco mais de força”. “Era o dia dela”, admitiu ela, que faturou o primeiro lugar nas categorias pesado e absoluto do 5º Campeonato Sul-Americano Feminino.
Quem teve motivos para comemorar foi o brasileiro Mario Frabetti. Segundo colocado no Campeonato Brasileiro, na categoria Absoluto – perdeu para seu companheiro de equipe, Alan Galvão – Frabetti deu a volta por cima conquistou o título do Absoluto do Sul-Americano.
“Estava triste comigo mesmo porque não lutei bem nos últimos Campeonatos Brasileiros. Desta vez fico feliz porque, mesmo perdendo o Brasileiro, tenho consciência que lutei bem e perdi para um grande adversário”, disse Frabetti que garantiu não estar chateado por ficar ausente do Mundial. “Queria lutar bem. Ir ou não é conseqüência”, explicou o atleta.


Competição foi um marco para o sumô brasileiro (foto: Aldo Shiguti)

Brasileiro – No Campeonato Brasileiro, a equipe da Sudoeste foi soberana tanto no masculino como no feminino. No masculino, a Sudoeste conquistou a primeira colocação ao somar 63 pontos. No feminino, a equipe sagrou-se campeã com 39 pontos. No domingo, o ponto alto da competição foi a realização da seletiva para os Campeonatos Mundiais Júnior e Adulto, que acontecem em outubro, em Hong Kong, na China.


Premiação do Torneio Por Equipes Adulto Feminino (foto: Aldo Shiguti)

Para o Mundial Júnior, carimbaram os passaportes os atletas Thamires Aparecida Gonzáles dos Santos (leve), da Nova Central; Dorotéia da Costa (médio), da Sudoeste; Luana Dellamura (pesado), do Paraná; Thuanny K. Cabral Damas (absoluto), Nova Central; Luiz Eduardo M. Pinho Júnior (leve), Pará; Matheus Gabriel C. dos Santos (médio), Norte; Lucas Aburaya (pesado), São Paulo; e Rui Aparecido de Sá Júnior (Absoluto).
Na categoria adulto, foram selecionados: Luciana Watanabe (leve), Nova Central; Fernanda Rojas Pelegrini (médio), Sudoeste; Talita Castro (pesado), Paraná; Janaína Silva (absoluto), Paraná; Genílton Tibúrcio da Silva (leve), Sudoeste); Ricardo Aoyama (médio), Nova Central; William Takahiro Higuchi (pesado), São Paulo; e Alan Galvão (absoluto), Sudoeste.
Tanto para os veteranos quanto para os novatos, a ansiedade de representar o Brasil no Campeonato Mundial é a mesma. Luiz Eduardo Motta Pinho Júnior, que fará sua estréia em uma competição internacional, disse que a expectativa “é buscar o primeiro lugar”.
Mais experiente, Fernada Rojas se prepara para seu segundo Mundial. Apesar de considerar a seletiva deste ano “mais tranqüila”, Fernanda explicou que “todo cuidado é pouco quando está em jogo uma vaga para o Mundial”. “Este ano estava mais focada, me dediquei mais e pude me preparar melhor”,afirmou a atleta, que conquistou o tricampeonato Brasileiro na categoria médio.


Dona Tieko Shimomoto e Hatiro Shimomoto (foto: Aldo Shiguti)

Sobre o Mundial, Fernanda conta que o objetivo é intensificar o treinamento. Segundo ela, as principais adversárias devem ser as de sempre, ou seja, as do leste europeu, “sem desmerecer as asiáticas”. “Sei que não será fácil por isso tenho que estar preparada”, afirmou.
Com cinco Mundiais e um World Games na bagagem, Takahiro Higuchi é um dos atletas mais experientes do país. “No Mundial só vou pegar pauleira. Lá, os caras são muito fortes mesmo. O negócio é ir, rezar um pai nosso e ver no que vai dar”, brincou o atleta, que lamentou a ausência do juvenil Bruno Cavalcanti, do ABC, na lista para o Mundial. “Fiquei chateado por ele porque o Bruno é um dos atletas mais dedicados que conheço”, disse.
(Aldo Shiguti)

domingo, 29 de julho de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (6): Resultados do 5º Campeonato Sulamericano Feminino

Resultados do 5º Campeonato Sul-Americano Feminino!


Individual 
Leve: 1º Luciana Watanabe (BRA), 2º Milaydi Chrinos (VEN), 3º Martina Cabot (ARG), 3º Moira Santilan (ARG);

Médio: 1º Ofélia Barrios (VEN), 2º Naiara Hernandes (ARG), 3º Fernanda Rojas (BRA), 3º Yasseny Castilho (VEN); 


Pesado: 1º Maria Cedeño (VEN), 2º Janaina Silva (BRA), 3º Talita Martins (BRA), 3º Natanny Brisola (BRA);


Absoluto: 1º Maria Cedeño (VEN), 2º Luciana Watanabe (BRA), 3º Fernanda Rojas (BRA), 3) Janaina Silva (BRA)


Por Equipes: 1º Brasil, 2º Venezuela, 3º Argentina 


Contagem geral de pontos: 1º Brasil (31 pontos), 2º Venezuela (20), 3º Argentina (13)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (4) - Resultados do 15º Campeonato Brasileiro Feminino

Resultados do 15º Campeonato Brasileiro Feminino! Faltaram algumas fotos... Se tiverem alguma para complementar o post, mande para mim por e-mail!


Individual 


Mirim: 1º Camila Fukushima (Sudoeste), 2º Anne Pires (Sudoeste), 3º Juliana Furtado (Sudoeste), 3º Thainá Rocha (Nova Central);


Infantil: 1º Jaqueline Rodrigues (Sudoeste), 2º Larissa Maciel (Sudoeste), 3º Naomy Elizabeth (Paraná), 3º Renata Gomes (Paraná); 



Juvenil: 1º Thuanny Cabral (Nova Central), 2º Dorotéia Costa (Sudoeste), 3º Thais Hilário (Sudoeste); 


Adulto Leve: 1º Luciana Watanabe (Nova Central), 2º Joyce Bezerra (Nova Central), 3º Jéssica Rocha (Norte), 3º Daiana Suzi (Sudoeste);


Adulto Médio: 1º Fernanda Rojas (Sudoeste), 2º Aparecida Lima (Nova Central), 3º Josefa Cavalcante (Nova Central), 3º Bárbara Basílio (Paraná); 


Adulto Pesado: 1º Janaina Silva (Paraná), 2º Talita Martins (Paraná), 3º Natany Brisola (Sudoeste), 3º Ana Carolina Santos (São Paulo); 


Adulto Absoluto: 1º Janaína Silva (Paraná), 2º Fernanda Rojas (Sudoeste), 3º Luciana Watanabe (Nova Central), 3º Joyce Bezerra (Nova Central) 


Por Equipes
1º Nova Central, 2º Paraná, 3º Paraná “B”, 3º Sudoeste


Contagem geral
1º Sudoeste (39 pontos); 2º Nova Central (34); 3º Paraná (25); 4º Norte (2)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

BRASILEIRÃO E SULAMERICANO 2012 (2) - Treinos com os novos colegas venezuelanos!

O Sulamericano 2012 começou um pouco mais cedo para mim e Yoshi. Nos dias 18 e 19 de julho treinamos os atletas da seleção venezuelana no Ginásio de Sumo do Bom Retiro.

Foram duas manhãs agradáveis e contamos com a ajuda também de Everton Murakami e Ana Carolina da equipe de São Paulo!

Eles treinavam Sumo a apenas 2 meses, mas estavam fisicamente bem condicionados (são lutadores de Sambo e Judo). E deu para sentir a força deles!

Seguem algumas fotos:









Depois dos ótimos resultados que conquistaram no Sulamericano, fiquei sabendo que já estariam carimbando os passaportes para participar do Mundial 2012, em outubro próximo, na cidade chinesa Hong Hong. 

Desses atletas. creio que Maria Cedeño será uma surpresa interessante... Ouso até a apostar meus trocados de que ela será uma das finalistas... Apesar da pouca experiência no Sumo, possui bastante força e mobilidade. Vai dar bastante trabalho!

Para conhecer um pouquinho mais do Brasil, levei-os para conhecer o Estádio do Pacaembu e o Museu do Futebol.